Quinta-feira, 12 de Novembro de 2009
De volta, ou quase

E aí, gente? (ainda não sei utilizar devidamente o oxente!) Tudo beleza?

 

A entrada foi só para dar uma tez dourada às palavras.

 

Não tendo ainda, tecnicamente, terminado a minha ausência, aproveito para algumas curtas, em jeito de resposta aos comentários dos amigos que, muito massa (como diria o Alan, meu vizinho brasileiro, conhecido nestes dias em que estive fora), não deixaram a conversa morrer por aqui:

 

O Silvério notou que a ausência coincidiu com uma altura em que a teologia estava na ordem do dia. Assim é. Devo dizer que concordo inteiramente com o José Saramago no que à Bíblia diz respeito, ainda que também deva concordar, por exemplo, com o Padre Carreira das Neves, pessoa que muito admiro pela sua inteligência e pela forma arejada como remove as teias de aranha às páginas sagradas. Sobre "Caim", esse livro feito para passar à tela pela mão de Pasolini (que, mais de resto, pouco mais é, pelo menos daquilo que li - ainda vou na página 80) falarei mais tarde.

 

Quanto ao Camilo, também o tenho lido. Acabei o "Agulha em Palheiro", ao mesmo tempo em que arrumei com o Bernardim Ribeiro lido em letras digitais de um mp4, depois de os descarregar do Project Gutenberg. Não tem a sensualidade do papel, mas tem a vantagem de se poder ler nos segundos vagos que se intrometem nos afazeres quotidianos.

 

Quanto ao acarajé com pimenta e ao vatapá com camarão (que o Alan não me ensinará a fazer, porque apesar de ser bom cozinheiro, é Vegan)... resta-me tentar fazer umas experiências na cozinha antes de chegar o tempo em que os comerei genuínos. Tal como os pastéis de nata, nada há como a fonte original.

 

Bem, por hoje, gente, calo-me.

 

 

 

 

publicado por Manuel Anastácio às 20:59
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9 comentários:
De Maria Helena a 12 de Novembro de 2009 às 22:49
Com excepção do tal "Terra do Pecado" fui leitora cúmplice de José Saramago até ao "Ensaio sobre a cegueira", ultimo livro que li dele.
O livro mais espantoso que ele tem é "Manual de Pintura e Caligrafia", diria.
Depois, deixei de ser capaz de o ler, de o ouvir, sequer.
E a náusea que ele me provoca não tem nada a ver com literatura, tão pouco com religião.

Alegram-me as brisas que sopram sobre as amizades que vão florescendo na distância que cria cumplicidades onde se partilham jardins e árvores de frutos refrescantes.




"Eu fiz-me ouvir junto de quem não perguntou por mim. Deixei-me achar por quem não me buscou"

Maria Helena




De Gerana a 13 de Novembro de 2009 às 13:07
Oxente gente, aparceu um brasileiro na vida real de Manuel. Espero que este fique ciente que os amigos brasileiros virtuais de Manuel chegaram primeiro. E se aqui Manuel está falando de acarajé, será este Alan baiano? Sim, porque acarajé e vatapá são comidas típicas da minha terra. Se o "brazuca" (como se fala em Portugal) for de outro estado, garanto que não saberá fazer acarajé.

Manuel: longe das brincadeiras, agora digo seriamente que sua ausência já estava nos deixando preocupadas. A ala feminina dos comentadores do Da Condição Humana tem o lado maternal, ou seja, a preocupação sempre à flor da pele.
Enquanto isto, esperando por você, fomos fortalecendo nossa amizade.
Aguardo seu parecer sobre Caim, de Saramago. Li rapidamente. O estilo, mais do que tudo, que sempre me encanta.
De glaucia lemos a 18 de Novembro de 2009 às 00:20
Oxente é usado como uma exclamação de admiração: Oxente , você não disse que viria? ou Oxente , o que você está pensando de mim? ou Não fui eu não, oxente ...
ou Oxente , menina, você ainda está aí? ainda há quem reforce dizendo:> Oxente gente! O que é uma repetição, porque oxente é corruptela de Oh gente! Seria o omesmo que dizer Oh gente, gente!

Tomara que este comentário consiga entrar, pois perco todos, nunca acerto a colocar.
De Manuel Anastácio a 18 de Novembro de 2009 às 08:05
Oxente, não é que colocou?...
De glaucia lemos a 19 de Novembro de 2009 às 12:30
Rapaz... (no caso atual , eu poderia dizer isso, que corresponde ao Pois, Pois! dos irmãos, para não deixar a última frase do outro no ar.) Poderia dizer Deu certo, meu rei! que embora seja uma exclamação linda , reverente, tratando o interlocutor por Meu rei, não aconselho, é usado pelo pessoal ao qual se costuma classificar socialmente classe C.
O que, convenhamos, é uma pena. Se você usa, dá impressão de que é oriundo do gueto, daqueles que tratam os amigos por Meu bródi ( brother ) . Mas não é lindo chamar o outro Meu rei! ?
De Maria Helena a 21 de Novembro de 2009 às 23:52
Mesmo tratando-se de Manuel, parece-me um exagero, Gláucia... Cof cof

(Um beijo)

Maria Helena
De glaucia lemos a 24 de Novembro de 2009 às 10:10
Oi Maria Helena: retribuo seu beijo -baiano é mesmo beijoqueiro, mais ainda retribuindo.
Ah, concordo que seria exagero se a expressão fosse tomada no sentido de vassalagem, no entanto, considero apropriado no mesmo sentido no qual dizemos a alguém por exemplo "estou às suas ordens" ou "disponha", o que não quer dizer que estamos com toda essa disponibilidade para receber ordens do outro, não é mesmo? Meu rei é a demonstração da consideração que se tem pelo outro. Eu diria a você neste momento: Concorda, minha rainha? (mas o pessoal usa somente no masculino).
Outro beijo. Gláucia
De Maria Helena a 24 de Novembro de 2009 às 18:16
Quanta seriedade a retorquir, Rainha minha!
Crede, que entendi logo o sentido da sua expressão mas, ficou provado que me falta jeito para ser Bobo (Boba, tenho mesmo inclinação natural).
Devo dizer que este é o Reino?
Ou apenas que aqui é o passeio dos aristocratas?
Oxente, tanto mar, tanta estrela e nós brincando, hein?
Beijo.
De glaucia lemos a 25 de Novembro de 2009 às 21:09
Como é gostoso o reino da amizade, Maria Helena! Podemos ser rainhas, é só resolver. oxente. , Brincar ainda é algo pelo que não precisamos pagar imposto, Deus louvado. Ao contrário do que pareço ao explicar as coisinhas da minha terra, não sou nada circunspecta, na intimidade sou até um tanto "moleca" vejo brincadeira em tudo. Gozemos do mar e das estrelas mas não deixemos de brincar, pois, pois! Beijinho, beijinho. Gláucia .

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