Terça-feira, 13 de Outubro de 2009
Maitê

Esta senhora não ofende os portugueses. Ofende os brasileiros. Se algum português fizesse algo semelhante sobre o Brasil,  só me apeteceria enterrar-me bem fundo. Nojento. Racista. De vómitos. Uma notícia fútil? É, com certeza. Mas é de futilidades destas que nasce a intolerância, a incompreensão, os genocídios. De um lado e de outro. Nunca vi tanto comentário xenófobo por parte de portugueses na Internet como hoje, à conta desta aventesma. Estupidez semeia estupidez. Ignorância semeia ignorância. Destruição acarreta destruição. Não sei como é que ainda subsistem coisas belas no mundo.

 

Já aqui me revoltei contra aberrações portuguesas que detestavam o "sutáque" brásileiiro. Hoje, pûs a Maitê Proença no mesmo saco que a Maria de Lurdes Rodrigues... Assim com gritei "está na hora, está na hora desta ... ir embora!", grito agora "está na hora, está na hora desta ... nunca voltar a comer pastéis de Belém!" - mal empregados foram em tal cloaca.

 

Assinado: Mánuuueeeéle A., como o Rei. E com muito bom gosto.

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publicado por Manuel Anastácio às 19:29
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9 comentários:
De Anabela Lopes a 13 de Outubro de 2009 às 21:51
Eu estou assim - :O
Fiquei mesmo "burra" da minha vida. Supostamente uma senhora, uma artista "reconhecida", tão amiga de Miguel Sousa Tavares (até se falou num caso entre eles) e vem dizer essas coisas de Portugal!!! Aposto que ainda foi bem recebida e é assim que agradece?! Pior é fazerem um programa em que quase rebolam a rir daquele vídeo ridículo...
Bem... mais nada a dizer :S
De Maria Helena a 13 de Outubro de 2009 às 23:08
Se fôr preciso quando a convidarem para o Carnaval de uma qualquer terreola até diz que ama Portugal e tem um trisavô português...
Ignóbil.
Com tanto brasileiro culto logo vem esta pateta que até deve ter sido receida com mordomias imerecidas...
De Gerana a 14 de Outubro de 2009 às 04:06
Nossa, que vergonha! Este programa já tem mais de um ano, eu vi na época e, se já não gostava de Maitê, passei a detestá-la. Faz pouco, ela entrou numa aqui que a deixou bem mal: escreveu uma peça de teatro, que está em cartaz no Rio, e intitulou "As meninas". Ora, As meninas é o título de um dos romances da grande escritora Lygia Fagundes Telles, a qual ficou possessa com Maitê porque o romance estava sendo adaptado para o teatro e agora não poderá ter o título que é dela (Lygia), por direito.
É triste. Espero que vocês não generalizem. Garanto que isto é coisa de gente de alma e mente estreitas. O que se vê, na maioria, é muito amor por Portugal. Ao fim e ao cabo, temos mesmo algum antepassado português e adoramos isto. Ela tem, sim. Eu também. Meu avô materno era José Costa, de Trás os Montes.
Não generalizem, pelo amor de Deus! E, como brasileira, peço desculpas pelas grosseirias (para dizer o mínimo) de uma patrícia como Maitê, que, não tendo o que dizer, melhor seria não abrir a boca para fazer piadinhas infames.
De Manuel Anastácio a 14 de Outubro de 2009 às 07:35
Gerana: nós não generalizamos. Mas isso somos nós aqui - este pequeno grupo. O problema é que há quem generalize. A minha preocupação com coisas destas decorre exactamente de a infâmia ser contagiosa. Que a Gerana jamais pense que eu passei a pensar mal dos brasileiros por causa desta besta. O meu medo é passar, por causa desta besta, a pensar ainda mais mal de muitos portugueses...
De Silvério Salgueiro a 15 de Outubro de 2009 às 14:12
A propósito do 3 virado ao contrário... Em tempos o meu pai foi encarregado de fixar azulejos com números e letras no cemitério da aldeia para alinhamento das sepulturas. Aconteceu que o B e o D ficaram virados ao contrário. Posteriormente em funerais o meus pai era abordado para esclarecer o o sucedido. Uns valorizavam o grau da pinga da adega do Manuel Serralheiro do Cabeço da Igreja por onde supostamente o meu pai teria passado a caminho do cemitério. O meu pai ironizava que foi por ter levado um garrafita com ele para oferecer aos amigos já ali jazidos e como nenhum aceitou teve que se haver sozinho com ela. A sério, explicava que fez aquele trabalho já depois da jornada normal e que os azulejos em causa foram já assentes noite escura.
Nunca cheguei a saber porque foi que o meu pai não colocou as letras bem, mas não foi com certeza por se chamar Manuel.
De Gerana Costa Damulakis a 15 de Outubro de 2009 às 17:00
Já viram o vídeo de Maitê pedindo desculpas? É tão ridículo quanto ela. Se é algo que não compreendo é o "humor" que ela diz ter feito. Só os menos favorecidos de inteligência como ela, acham que deboche é humor.
Dificilmente se encontra um brasileiro que não tenha português na árvore genealógica. Por que, então, fazer "humor" em cima de nossos parentes?
As desculpas dela me deixaram mais constrangida do que eu já estava.
Para todos de Portugal: atribuam tudo o que ela disse para ela mesma.
Amo vocês. Amo Portugal.
De Maria Helena a 16 de Outubro de 2009 às 00:32
Gerana, não perco nem um minuto a ver as desculpas dessa palerma.
Ouça, palermas há muitos, (são como os chapéus), brasileiros e portugueses.
Não se aflija.
Abraço apertado.
De Gerana a 16 de Outubro de 2009 às 02:47
Maria Helena: na verdade, não há um pedido de desculpas, há uma emenda que foi pior do que o soneto, como diz o ditado.
Cada vez tenho mais certeza que sei perceber as pessoas. Jamais simpatizei com esta atriz. E sempre que assisto ao programa Saia justa, que não é dela, é da jornalista Mônica, só faço ficar irritada com as colocações dessa bobona. Fica claro que ela tem inveja da outra participante, Márcia Tilburi.
De Jo Lorib a 18 de Outubro de 2009 às 07:29
Eu conhecia Proença-a-Nova, imagino que existe uma Proença velha e agora sei que existe uma Proença-a -Idiota. Lamento profundamente tudo isso.

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