Domingo, 11 de Outubro de 2009
As relíquias de São Gualter

Graças à minha querida amiga Célia Fernandes, provavelmente a pessoa que melhor conhece o Santo padroeiro de Guimarães, tenho o privilégio de ser, também provavelmente, a primeira pessoa a apresentar, publicamente, imagens das relíquias deste santo, descobertas há coisa de poucos dias.

 

 

 

 

As fotos, da autoria de Célia Fernandes, só deverão ser utilizadas noutro local após a autorização expressa da autora.


 

Em breve voltarei a falar da Célia e de Guimarães. Por hoje, ficam as imagens. É que estou triste como a Morte... E nem vale a pena dizer por que razão. Coitado do São Gualter, enviado por São Francisco para gente de tão pouca inteligência... Obrigado, Senhor, pelos irmãos acéfalos; obrigado, Senhor, pelos irmãos crédulos; obrigado, Senhor...


Creio que há uma qualquer relação entre São Gualter e os maridos cornudos, que lavavam a cabeça nas águas santas da sua fonte (para quê, ao certo, não sei...). Aconselho o povo português a fazer uma peregrinação a Urgezes e que lave bem a cabeça. É que hoje casou-se, juntou-se, amancebou-se (sei lá eu o quê) com uma data de esposos e esposas infiéis. Obrigado, Senhor, pelos irmãos cornudos; obrigado, Senhor...

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publicado por Manuel Anastácio às 23:51
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9 comentários:
De Gerana a 12 de Outubro de 2009 às 01:42
Não entendi, mas creio que deve ter relação com as eleições que vi na SIC internacional.
De Manuel Anastácio a 12 de Outubro de 2009 às 08:06
Sim, Gerana. Foram as eleições. Por isso mesmo, pus em letra pequena, já que este blogue não pretende ter fins políticos. Aliás, já abusei ao passar a minha frustração política para um artigo onde o que vale são imagens inéditas do património de Guimarães...
De Maria Helena a 12 de Outubro de 2009 às 18:14
Gerana, será que o nosso amigo se esqueceu da importância do fermento e por isso entristeceu?
Pode recordar-lhe, também, do fundamenal que é ser o sal da terra?
Como era mesmo que Pe António Vieira dizia? :-)))

Fico agradecida, Gerana, porque sentir Amigos tristes me faz ficar triste como a Morte...

De Manuel Anastácio a 12 de Outubro de 2009 às 23:04
Maria Helena: não sei por que razão, não li esta mensagem... Não, não me esqueci do fermento nem do sal da terra. No dia em que me sentir triste como a Morte, calar-me-ei. E de mim restará menos, muito menos, que os restos mortais de um santo. Mas acredito que, mesmo do mal que deixo na terra, como ossos e podridão, nascerão flores. É o problema das relíquias. Não reentram no ciclo da vida. E eu amo a vida em demasia para me esquecer do Sal da Terra. Da seiva que alimenta as fontes. Dos sorrisos com que pagamos aquilo que não tem preço. Como conhecer alguém como a Maria Helena, como a Gerana, como o Silvério Salgueiro, e como todas as pessoas que entrarão no meu post a seguir. Não fique triste por mim. Até quando estou triste como a Morte, é apenas porque prezo, mais do que posso, a Vida.
De Ana C. a 12 de Outubro de 2009 às 18:27
Fez bem em colocar o 'provavelmente' quando anuncia a possibilidade de ser o primeiro a apresentar publicamente fotografias dos ossos atribuídos a S. Gualter (aqui também ia bem um provavelmente, porque nestas coisas nunca se sabe). Já há um par de dias que vi várias fotos do santinho no site do Comércio de Guimarães e ontem de manhã o achado foi notícia do Público, como pode comprovar seguindo os links deste texto: http://araduca.blogspot.com/2009/10/as-reliquias-de-s-gualter.html
De Manuel Anastácio a 12 de Outubro de 2009 às 18:36
É verdade. Foi por poucas horas de diferença, mas não fui o primeiro...
De Gerana a 12 de Outubro de 2009 às 21:12
MA e Maria Helena: desejo ambos alegres e felizes. Muitos beijos para vocês, amigos transatlânticos.
De Manuel Anastácio a 12 de Outubro de 2009 às 22:55
Beijos grandes, Gerana... Transatlânticos... Pena que não os possa dar, também, transtemporais. Quem me dera poder usar do tempo para lhe deixar mais palavras e para usufruir melhor as suas, as da Gláucia e de todos os amigos que vou vislumbrando em terras de Vera Cruz. Um dia, um amigo brasileiro, o Paulo Brabo, chamou-me de Manuel, o Venturoso. Venturoso sou, realmente, por, em vez de praias paradisíacas, vislumbrar amigos, sempre novos, sempre abertos à aportagem de afectos e cumplicidades Bem hajas, sempre.
De Gerana a 13 de Outubro de 2009 às 02:33
"Até quando estou triste como a Morte, é apenas porque prezo, mais do que posso, a Vida".
É exatamente como sinto. Juro por meu pai que acabei chorando com a frase; ela me traduz.

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