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Segunda-feira, 10 de Agosto de 2009
Cachorro 3

Da Igreja de Nossa Senhora da Assunção de Vouzela. Foto minha em Creative Commons

 

"Força, persistência e paciência, e entrega infatigável no trabalho a ser feito. Como animal usado em sacrifícios, o boi dá ênfase à expiação sacrificial de Jesus." Assim identificava São Jerónimo a figura do Evangelista Lucas, o pintor da Virgem e o padroeiro dos médicos.

 

Se há coisa que nunca compreendi na religião judaico-cristã foi essa sempre persistente insistência (como se fosse um boi a lavrar as páginas sagradas) no sacrifício interposto. Consigo compreender até o horripilante sacrifício de Isaac por Abraão, já que o sacrifício de um seria o sacrifício do outro, ambos tornados em troco morto de uma árvore de promessa. Mas o sacrifício de animais, na teologia judaica, e o sacrifício do filho de Deus, na teologia cristã, são, simplesmente, incompreensíveis e, diria mesmo, inaceitáveis.

 

Ensinam às crianças que Cristo morreu por nós. Sofreu por nós. Carregou em si, ele, vítima pura e sem pecado, todas as falhas humanas. E por isso, teria de ser usado como sacrifício que pagasse o pecado original. Pagasse. Ora, um pagamento implica um devedor e um credor. O devedor é, claramente, o ser humano, manchado de pecado. Quem é o credor? Em última instância, só pode ser Deus. Mas por que razão, a não ser devido a um imperdoável sadismo, é que Deus teria de exigir um sacrifício para perdoar àqueles que entraram em falta no seu compromisso divino? O seu poder e sentido de justiça misericordiosa não deveria permitir o simples perdão dos arrependidos?

 

Eis a pergunta que faria a Deus, se ele comigo se dignasse a conversar. Mas sei que isso não acontecerá. Fugimos sempre às perguntas incómodas e que demonstram a nossa perversa insanidade. E, além do mais, Deus não tem de prestar contas a ninguém...

 

Ou será que o sacrifício do Filho foi uma maneira de Deus dizer que fez asneira e assim desculpar-se? Se assim é, é um bom argumento para sustentar a ideia da Trindade. Mas se assim é, devo dizer que o sacrifício não foi nada assim de tão especial. Posso fazer uma lista de mortes mais dolorosas que a de Jesus. E injustas? - dirá o crente. Se o sacrifício foi feito para pagar a própria e grande asneira de Deus ao criar a simples possibilidade da dor injusta, não foi uma morte injusta. Se o Filho for o Pai, claro. Pescadinha de rabo na boca. Ouroboros. Paradoxo. Nada. Zero. Népias. Ou, então, uma grande anedota. Já disse isto: Deus é, acima de tudo, um humorista. Tenha eu um lugar junto Dele depois de me passar e serei o primeiro a aplaudi-lo. Ao lado do Raul Solnado, que Deus, se for humorista como quero supor, terá agora ao seu lado. Em lugar de honra.

publicado por Manuel Anastácio às 21:18
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1 comentário:
De Gerana a 11 de Agosto de 2009 às 15:34
"Ou será que o sacrifício do Filho foi uma maneira de Deus dizer que fez asneira e assim desculpar-se?"
Vc fez com que eu passasse a pensar nisto com mais atenção.

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