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Sexta-feira, 22 de Maio de 2009
In memoriam João Bénard da Costa (1935 - 2009)

Excerto de "A Palavra", de Carl Theodor Dreyer

 

Luís de Pina, o penúltimo director da Cinemateca Portuguesa, morreu quando comecei a interessar-me pela obra de John Ford, pela simplicidade das frases compostas por imagens e pela força sobrenatural dos céus sobre a monumentalidade despojada dos rochedos que servem de fundo a algumas das mais belas obras de arte do mundo contemporâneo. Lembro-me de que, tendo jamais sido espectador de um filme que fosse na Rua Barata Salgueiro, porque não morava a distância útil de Lisboa, senti  que aquele nome, Luís de Pina, era o nome de alguém que comigo partilhava uma religião de poucos adeptos, sendo, para mais, ele um dos seus santos maiores. Descobri-o mais tarde, na Biblioteca António Botto, de Abrantes, onde li os seus ensaios sobre John Ford como o mais devoto e fanático dos crentes lê as escrituras sagradas, numa altura em que devia estar mais preocupado com os grupóides e com demonstrações matemáticas. Hoje, creio que fiz bem. A parte boa de mim deve mais a tais leituras que às horas perdidas a estudar matérias hiperespecializadas de Matemática que só me seriam úteis se seguisse por outro caminho profissional. Hoje, as minhas preocupações com a Matemática prendem-se mais com a melhor forma de pôr alunos que não sabem a tabuada a resolver problemas que envolvem raciocínios básicos sobre múltiplos de números. Adiante. Quando morreu Luís de Pina, que muito me foi útil para a minha formação de cinéfilo e realizador de cinema frustrado, ouvi falar, pela primeira vez, de João Bénard da Costa. Pouco tempo depois, fui começando a conhecer alguma coisa do seu pensamento cinéfilo que, tal como o meu, identificava muito uma certa forma de viver religiosamente a vida  com a experiência que se pode ter de uma obra de arte. Foi graças a um programa que dirigiu na televisão que vi pela primeira vez o filme "Ordet" - "A Palavra", de Dreyer. E foi num comentário que lhe ouvi, a respeito deste filme, e que jamais conseguirei repetir textualmente, que vi, num clarão incompreensível, que a Ressurreição, mais que uma questão de Fé, é um facto.

 

Por isso, não posso compreender como é que os responsáveis pela Cinemateca Portuguesa decidiram homenageá-lo com o "Johnny Guitar" - que ele, com certeza, amava, mas que é um filme sobre a morte - e não com o filme de Dreyer que, para todos os efeitos, é um filme sobre a vida. João Bénard da Costa merecia um acto de amor e de fé maior. Um acto que talvez considerassem mórbido mas que, para mim, é o único acto possível.  Há que aceitar que as nossas Fés divididas não suplantam o nosso uno Amor.

 

Hoje, repito, em memória do homem que, como todo o cinéfilo, acredita na Ressurreição, o excerto de "Ordet" que, ainda hoje, me faz duvidar dos limites que a racionalidade estabelece entre a Crença e a Verdade palpável das equações.

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publicado por Manuel Anastácio às 21:07
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