Sexta-feira, 6 de Fevereiro de 2009
curtíssima 4

 

Sevem Suzuki, Conferência das Nações Unidas sobre Meio Ambiente e Desenvolvimento - Rio de Janeiro - Brasil (Junho de 1992).

 

Um discurso é um discurso. Há grandes discursos. Há maus discursos. São sempre literatura. E por mais que eu goste de literatura, há coisas que o não deviam ser.

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publicado por Manuel Anastácio às 00:37
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4 comentários:
De Gerana a 6 de Fevereiro de 2009 às 02:24
Menos mal que o mundo dá muitas voltas. 17 anos se passaram e, hoje, comparar uma criança gordinha de uma favela do Rio com uma criança da Somália ou da Índia seria um absurdo. Hoje, 17 anos depois, a América do Norte enfrenta uma crise monumental, enquanto o país de Lula passa apenas por "uma marola" (aspas para palavras do presidente). 17 anos que mudaram tanta coisa: bolsa família imitada mundo afora, urnas eletrônicas (enquanto ainda se usa papel em tantos países) há mais de uma década para eleições, estas sim, democráticas (sem voto de delegados etc), um presidente que era torneiro mecânico e tem 84% de aprovação. Nossa, tal menina (que atualmente é uma balzaquiana matrona) despertou meu nacionalismo. Que ela permaneça lá em cima, onde não se assina o tratado de Kioto. Não tenho simpatia pelos bárbaros da América do Norte.
De Manuel Anastácio a 6 de Fevereiro de 2009 às 23:47
Tenho as minhas dúvidas quanto à crise de agora, na América do Norte, ser pior do que a crise que existia na América do Norte há 17 anos atrás...

Quanto ao teu amor pelo presidente Lula... quem me dera dizer coisas semelhantes do meu primeiro-ministro-pseudo-engenheiro e do meu presidente-bolo-de-rei-e-leite-de-vaquinhas-amorosamente-ordenhadas. Usei os hífens de acordo com o Acordo Ortográfico que assim obriga o uso de tal sinal auxiliar de escrita para espécies da fauna e da flora - confesso, contudo que não sei onde os devo classificar. Geralmente parecem animais (fazem muitos estragos e cocó), mas também têm muitas parecenças com vegetais.
De Gerana a 7 de Fevereiro de 2009 às 02:24
Eu não amo Luis Inácio, jamais votei nele, mas tenho que reconhecer que ele fez diferença, que ele tirou milhões de pessoas da miséria, que os corruptos são apontados e penalizados, que ele segura mesmo as coisas (todas as medidas são tomadas em tempo para que tudo não passe de uma marola). Sinto que não haverá mais oportunidade para fazer o que não fiz: votar nele. Porque já é o segundo mandato e a Constituição não permite uma terceira vez. No entanto, gostaria que ele continuasse para resolver os problemas todavia sem soluções, como o intenso tráfico de drogas no Rio, causa da violência estupenda que há ali. Não amo Lula, mas aprendi a admirá-lo, não há como não admirar, é um retado mesmo (estou entre os 84% dos brasileiros que aplaudem o presidente).
De Manuel Anastácio a 7 de Fevereiro de 2009 às 15:17
Aplaudir é amar. Eu não aplaudo os dirigentes máximos do meu país. Não votei nem num nem noutro. Entristece-me, contudo, que tanto um como o outro sejam aplaudidos pela política hipócrita, falsa, mentirosa e bajuladora que disfarçam de reformismo. Entristece-me o vazio interesseiro que os move. Os portugueses, na sua maioria, caem, contudo, que nem sardinhas nas suas redes de arrasto e aplaudem-nos. Deprimente.

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