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Domingo, 25 de Janeiro de 2009
Buscas pedidas: "Flor de Miosótis'"

Naquelas associações que aprendemos a papaguear na escola a respeito das cores, há uma associação frequente entre o azul e os miosótis. Se pedirem a alguém para dizer o nome de uma flor amarela, branca ou vermelha, os nomes variarão, embora, mais tarde ou mais cedo alguém pense em rosas. Mas, se pedirem o nome de uma flor azul, a escolha recairá quase invariavelmente nos miosótis. Mas poucas pessoas reconhecem os miosótis. Eu mesmo, que julgava que os sabia identificar, segui um longo caminho até os saber reconhecer. Todos começamos por aprender que são flores azuis. Não rosas.

 

 

As rosas azuis são sempre rosas brancas coloridas artificialmente, pondo corante azul na água que subirá pelos seus vasos condutores, por capilaridade. Qualquer pessoa o pode fazer. Mas há mais flores azuis. A da chicória-do-café, ou almeirões, por exemplo. Planta muito apreciada para saladas, em casa dos meus pais, misturada com batata cozida para suavizar o amargo da erva.

 

 

Outra flor azul, que em nada se relaciona com os miosótis para além da sua cor, são as chamadas viúvas (Trachelium caeruleum). Flor que é muito frequente nos muros que sobem em direção ao Bom Jesus de Braga, mas que, um dia, encontrei na minha terra natal, junto à Cruz Carril, lugar de fantasmas e bruxaria. Desconhecendo eu tal flor - que nunca mais por lá vi, julguei, nessa altura, que fossem estes os miosótis.

 

 

Mas não. Os miosótis têm as flores dispostas em espigas e não em umbela. Têm uma corola composta por cinco pétalas azuis. Mas isso não basta para ser miosótis. Como no caso dos olhos-de-gato (Pentaglottis sempervirens).

 

 

Ou no caso das flores de algumas espécies do género Omphalodes, como uma a que os ingleses chamam de Maria-de-olhos-azuis ou, ainda, miosótis-rastejantes, apesar de não serem verdadeiros miosótis.

 

 

Esses, os verdadeiros, pertencem ao género Myosotis., que inclui cerca de cinquenta espécies, como o miosótis-de-água (Myosotis palustris).

 

 

Ou o miosótis-do-campo (Myosotis arvensis) que, como muitos outros, podem até não ser azuis.

 

 

 Aliás, a flor de miosótis costuma distinguir-se dos falsos miosótis dos géneros Pentaglottis e Omphalodes pelo seu centro amarelo aureolado de branco, sobre fundo de pétalas azuis, enquanto que estes géneros costumam ter centros brancos. Mas se isso é verdade para os Pentaglottis sempervirens (Cinco-línguas sempre verde), já não o é para algumas espécies de Omphalodes, como o Omphalodes scorpioides.

 

 

Haverá, com certeza, alguma vantagem evolutiva nesta forma floral para que se repita, de forma convergente em tantas espécies geneticamente desavindas. O mesmo se passa, aliás, com o padrão de amarelo aureolado de branco sobre o azul pentapartido. Ouro sobre azul. Nunca entendi bem a origem da expressão. A Natureza parece que sim.

 

Carregar nas fotografias para mais informações e créditos fotográficos.

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publicado por Manuel Anastácio às 01:19
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5 comentários:
De Silvério Salgueiro a 25 de Janeiro de 2009 às 09:19
Há tremoceiros com flores azuis bem como aquelas pequenas plantas com bolbos em forma de cebolinhas, que floriam no inicio da primavera nos pinhais nos arredores da nossa aldeia e que com certeza arriscaste o sabor. E a flor dos nabos espanhóis ?.....
De Manuel Anastácio a 25 de Janeiro de 2009 às 23:11
A cor dos nabos espanhóis, dos crocus, dos tremoceiros (geralmente amarelos), das verónicas, das violetas, lírios, das ervilhacas, consoldas, trevos, congossas e campainhas variam, de facto, entre o azul e o cor-de-rosa. E correspondem, em geral a uma época específica de floração. Agora, estamos a tempo de ver os campos a salpicarem-se de amarelo.
De Gerana a 25 de Janeiro de 2009 às 15:29
Linda esta postagem. Adoro flores! Sabia que há uma rosa azul verdadeira? Só é encontrada no Peru.
De gláucia lemos a 26 de Janeiro de 2009 às 22:35
Que interessante aula sobre flores, fiquei encantada, já que acredito que as flores são um presente com que Deus nos conforta. Em nosso apartamente temos, diariamente, sem qualquer motivo especial, flores naturais, geralmente begônias porque demoram muitas semanas para murchar, na mesinha da sala. Já ouvi dizer que se colocarmos flores em botão para que desabrochem dentro de casa, vibrações positivas de boa sorte penetrarão no ambiente. Mas antes já tínhamos o costume de ter flores enfeitando a casa. Parabéns pela aula. Conforta saber que existe uma flor azul chamada viúva!!!! Aqui não conheço.
De Márcia a 2 de Fevereiro de 2009 às 04:00
Encontrei por acaso uma postagem sua falando sobre professores. Adorei, e como boa professora que sou, curiosamente procurei, e me perdi nas suas palavras, caminhos cheios de reflexões à cerca de tantos assuntos. Estou encantada!
Parabéns! (os portugueses são mt diferentes dos brasileiros - sensibilidade - mesmo os poetas daqui não são como vcs.)
Até mais,
Márcia

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