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Sábado, 17 de Janeiro de 2009
"Os anéis de Saturno" de W. G. Sebald

Metamorphosis, de Ricardo Thome.

 

O primeiro livro que li de Sebald é um livro de percursos. Poderia dizer que é um livro de viagens, até porque não foge muito do conceito que deu origem, por exemplo, ao "Viagens na Minha Terra" de Almeida Garrett, embora percorra espaços mais metafisicamente íntimos que os politicamente comprometidos com uma agenda, nesse romance clássico português. É um livro de percursos porque, partindo da não linearidade narrativa, nega a própria linearidade do espaço, do tempo, das memórias e dos sinais com que interpretamos os outros, ainda que persista, ao longo de todo o romance uma linearidade temática que, ao contrário do fio de Ariadne, não guia ninguém a uma meta ao ser desnovelado, mas a um princípio, ao ser enovelado como faz a larva dos bichos-da-seda ao se envolver no fio pelo qual encontra a morte, a transformação ou, quiçá, as duas coisas. Essa não linearidade narrativa, unificada por uma múltipla linearidade temática dá espessura ao romance. Espessura, porque ao contrário do romance típico que encerra as personagens ao espaço concebido ad hoc, "Os Anéis de Saturno", tal como as estruturas geladas que adornam o astro celeste, prolongam o corpo para além da sua esferecidade espacial. As personagens deste romance, não deixando de ser personagens de romance, fictícias, são reais. São, em primeiro lugar, o próprio autor ou alguém que com ele se confunde, e, depois, outras pessoas que existem realmente mas que, magicamente, aparecem dispostas no percurso segundo uma lógica ficcional, envoltos no fio de seda que Sebald vai segregando sobre a realidade espácio-temporal, transformando-a numa ninfa, numa pupa, numa crisálida. Envolta num casulo. Numa urna. Num caixão. E, lá dentro, fantasmas ecografados por fotografias cinzento-esbatidas mal enxergáveis.

 

O livro que eu gostaria de reescrever. Mesmo que o resultado fosse, obviamente, inferior. Talvez já o esteja (ou estivesse) a fazer com este blogue.

 

Na edição que li, da Teorema, a tradução de Telma Costa exige, por vezes, uma revisão mais cuidada. A escrita de Sebald merecia-o.

Artigos da mesma série:
publicado por Manuel Anastácio às 20:59
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2 comentários:
De Gerana a 18 de Janeiro de 2009 às 21:59
Gostei muito da abordagem. Eu considero que a leitura de Sebald é uma viagem (toda leitura acaba sendo, eu sei) mais onírica justamente porque sua prosa é inventiva, gera um movimento e uma estranheza ímpares. Os anéis de Saturno é um livro que desenvolve no leitor o apetite por outros: Os emigrantes, Vertigem, Austerlitz. As traduções aqui estão excelentes: Lya Luft para Os anéis e Os emigrantes, e José Marcos Macedo para os outros dois. Sebald morreu precocemente em 2001, mas é o tipo do escritor que deixou uma obra que seguirá crescendo, quando mais não seja pelo caráter inovador estupendo, será pela curiosidade que vem despertando nos críticos (haja vista o valor da mesma inventividade) e no público leitor (haja vista o inusitado, com fotos e desenhos inseridos no texto).
De Manuel Anastácio a 18 de Janeiro de 2009 às 23:50
A tradução de Telma Costa também é boa. Só que algumas gralhas passaram por falta de uma revisão cuidada, o que é irritante. Aliás, é uma tradutora reconhecida.

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